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Recentemente, após meses dos anúncios de que deixariam seus cargos seniores na instituição, ou seja, deixariam de ser “working royals” as mídias sociais do Duque e da Duquesa de Sussex (@sussexroyal) e do Duque de York (@hrhthedukeofyork) foram finalmente removidas do site oficial da Família Real.


Sem dúvidas, ambas as saídas são assuntos delicados para a Família Real e assim será por um bom tempo. A renúncia desses três membros assiduamente ativos na monarquia mexeu com todos os que acompanham a realeza britânica, porém a reação geral com essas “saídas” foi completamente diferente, seja por parte da instituição, como da imprensa. Causada por um motivo absolutamente distinto dos Sussexes, sendo de longe bem mais grave, a saída do Duque de York foi bem mais “confortável” e menos “desgastante” do que a saída do Harry e da Meghan. Inclusive o Duque de York deve aos Sussexes o “acobertamento” de suas polêmicas. Para quem está perdido e não sabe o que aconteceu, o Príncipe Andrew (Duque de York) está envolvido em um escândalo devido sua amizade com o financista norte-americano Jeffrey Epstein, envolvendo os crimes de pedofilia e prostituição infantil. Essa polêmica vem se arrastando há alguns anos, mas só recentemente a bomba de fato explodiu, com a estapafúrdia entrevista do Duque de York para a BBC.


O que causa estranheza nesse caso é a falta de abordagem da imprensa britânica que se diz tão tradicional e correta. Afinal, a se ver um membro de alto cargo na instituição envolvido em uma polêmica dessa magnitude é de se esperar diversas manchetes sensacionalistas, o que não houve, ou alguém ouviu dizer sobre um “Yorkexit ou Andrexit”? Não, não houve. Afinal, é mais interessante abordar sobre a relação da Duquesa de Sussex com seu pai, Thomas Markle do que abordar sobre pedofilia. Vende mais falar sobre as possíveis intrigas entre Meghan e Kate, ou entre Harry e William do que qualquer outra coisa. 


A verdade é que Harry e Meghan se tornaram a “galinha dos ovos de ouro” da imprensa e da instituição. Os Sussexes possuem popularidade altíssima, o que é ótimo para eles, mas também pode ser muito prejudicial. Os tabloides enxergaram neles a belíssima oportunidade de lucrar, e isso eles fazem como ninguém, nem que pra isso seja necessário invadir privacidade alheia, inventar mentiras, destruir reputações, etc. Eles se tornaram o alvo da vez, “carne nova”, era o prato perfeito para a mídia. E para a instituição.


Ao entrar na Família Real, a então Ms. Meghan Markle trouxe com ela todos os seus fãs e a sua alta visibilidade, as mídias sociais da Família aumentou em milhões de seguidores, pessoas que nunca acompanharam a monarquia passaram a seguir, a popularidade da realeza cresceu significativamente, eles atraiam todas as atenções, a boa relação do Príncipe Harry com o público somado à evidência da Meghan foi perfeito, tanto que a abertura do Instagram (@sussexroyal) foi recorde global. Isso tudo foi extremamente positivo para a Família Real, não só pela notoriedade, mas porque agora eles possuíam um “bode expiatório” para as polêmicas de seus integrantes. Como os Sussexes vendem mais, atraem mais as atenções, outros assuntos que eram interessantes permanecer inexplorados seriam facilmente encobertos pelas manchetes sobre Harry e Meghan.


A política do “nunca explique, nunca reclame” do Palácio mostra como a instituição é absolutamente condescendente com isso, sem direito de defesa, Harry e Meghan ficavam na mão da imprensa e da “firma” sem poder fazer terminantemente nada, o que fazia somente render todos os impropérios ditos sobre eles, escondendo, por exemplo, o caso do Príncipe Andrew, que diferentemente deles, teve garantido o seu direito a uma entrevista para se defender, o que ele não esperava é que tivesse efeito contrário. Infelizmente, o desfecho de tudo isso para o Duque e a Duquesa de Sussex foi a conturbada renúncia, e com ela as diversas perdas que tiveram, envolvendo títulos militares do Harry, o direito de usarem o estilo de “Suas Altezas Reais”, entre tantas outras coisas, enquanto o Duque de York segue isolado, encoberto pela imprensa hipócrita, preconceituosa e covarde e pela condescendência do Palácio.


escrito por um membro da Equipe Sussex Brasil